Irmãs investem R$ 300 em ‘bolos de pote’ e viram empresárias em MG


Dentista e pedagoga têm negócio como renda extra em Uberlândia. Produto varia de R$ 8 a R$ 10; venda semanal é de 200 potes.

'Bolo no Pote' fez com que uberlandenses descobrissem dom do empreendedorismo (Foto: Bruno Souza Fotodigital)

‘Bolo no Pote’ fez com que uberlandenses descobrissem dom do empreendedorismo (Foto: Bruno Souza Fotodigital)

Uma é dentista e a outra pedagoga, mas juntas são sócias. Esse é o caso das uberlandenses Mariana Borges de Paiva, de 35 anos, e Adriana Borges de Paiva, de 32 anos. Elas foram além das profissões e, com um investimento inicial de R$ 300 viraram também empresárias.

O produto das irmãs se trata de bolos gelados em potes individuais. O valor da unidade, de 250 ml, varia de R$ 8 a R$ 10. Já os sabores são diversos, entre eles estão os de abacaxi, bombom de morango, churros, merengue, mousse de chocolate, ninho, pistache, prestígio, entre outros.

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Adriana Borges contou que a vontade de ter algo sempre as atraiu e foi dessa vontade que surgiu o próprio negócio. “Temos várias pessoas na família que trabalham com gastronomia. Nossa mãe faz bolos divinos e nosso pai é um super cozinheiro. Minha avó, a Dona Elci, na década de 70 foi uma grande confeiteira e fazia sucesso na cidade com seus bolos, doces, bombons e salgados. Acreditamos que é de família esse gosto pela cozinha e por desenvolver algo novo para o mercado”, disse.

Ela ressaltou que em Uberlândia, o “Bolo de Pote” delas é uma novidade e isso vem cativando e fidelizando clientes. “Decidimos fazê-lo de maneira diferente, ou seja, com menos massa, mais recheio e mais cobertura. O resultado é um produto cremoso, com sabor suave e menos doce”, afirmou.

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Apesar de recentes no mercado, a empresa das irmãs já faz delas mulheres de sucesso. “São quatro meses com o ‘Bolo de Pote’, mas já nos consideramos empreendedoras. Temos um produto diferenciado, de qualidade, feito com muito cuidado e amor, presentes também no atendimento que dispensamos aos nossos clientes”, disse Adriana Borges.

Irmãs trabalham juntas nas criações dos bolos (Foto: Bruno Souza Fotodigital)

Irmãs trabalham juntas nas criações dos bolos (Foto: Bruno Souza Fotodigital)

Investimento x Retorno
Mariana Borges de Paiva contou que o negócio começou com apenas R$ 300, uma batedeira emprestada e uma cozinha não utilizada na casa dos pais delas. “Desde o primeiro pote, que já queríamos que fosse personalizado, pensamos no nome e na logomarca.  Na sequência definimos as receitas que são um mix de família e criações nossas. Após uma semana de planejamento inicial (compras e confecção dos adesivos, definição dos sabores, escolha do nome da empresa), no dia 31 de janeiro fizemos as primeiras receitas e postamos no Instagram. A ‘La Divine Gâteau’ nasceu assim e, desde então, não paramos mais de fazer bolo”, expôs.

Com o investimento já retornado, a venda semanal das irmãs gira em torno de 200 potes e o número, segundo elas, vem crescendo a cada semana. O “queridinho” é o sabor ninho com morango. Na geladeira os bolos têm a validade de três dias. Todos os sabores podem ser congelados por um mês.

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Parte do lucro vem sendo empregado no próprio negócio. As irmãs acrescentaram que devido as encomendas e ao retorno do negócio, a mãe delas também se tornou sócia da empresa e que ela ajuda em tudo, desde a fabricação até a venda dos bolinhos.

Sociedade x Expectativas
As irmãs dizem só ver vantagens na parceria. Elas afirmaram que têm total confiança uma na outra. “Vamos nos completando a cada dia, fazendo o melhor que cada uma pode fazer. Como temos outros empregos muitas vezes temos horários diferentes para nos organizar, mas uma continua fazendo o que a outra começou e tudo acaba dando certo”, disse Adriana Borges.

Ela acrescentou que as expectativas das sócias são continuar fazendo bolos com produtos de qualidade e seguir agradando aos clientes que têm se tornado a cada dia mais fiéis e divulgadores dos bolos. “É uma felicidade ter o retorno de nossos clientes, que postam, elogiam e fazem propaganda para nós nas redes sociais”, disse.

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Mariana Borges complementou a fala da irmã e finalizou confessando que no início era difícil conciliar a empresa com o trabalho, pois os afazeres eram muitos. “Mesmo com essas dificuldades a gastronomia nos dá prazer. Consideramos que fazer bolo é uma oportunidade de proporcionar doçura na vida de nossos clientes, é fazer parte da vida deles com algo gostoso e de qualidade. Fazemos porque amamos fazer”, concluiu.

Empresárias também ofecem bolos em taças de um a quatro litros (Foto: Bruno Souza Fotodigital)

Empresárias também ofecem bolos em taças de um a quatro litros (Foto: Bruno Souza Fotodigital)

Bolos em taças
Além dos potes tradicionais, as mineiras ainda comercializam os bolos em taças para eventos. O litro sai a R$ 35 a R$ 43, variando conforme o sabor. Atualmente elas fazem taças até quatro litros.

As irmãs recebem encomendas e agendamento de entregas de segunda a sábado das 7h às 14h. A empresa delas trabalha com cartão de débito. Para as taças, as encomendas são feitas, no mínimo, com dois dias de antecedência.

 

Fonte: G1 Triângulo Mineiro

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